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Fraturas de pelve em cães, e agora?

Fratura pelve SHERRYFraturas de pelve são relativamente comuns dentre as afecções ortopédicas em cães e gatos e podem trazer grande debilidade, dor e impotência funcional dos membros pélvicos. A avaliação por palpação raramente é adequada para formar um bom quadro das lesões de ossos da pelve e, consequentemente, para a instituição do tratamento correto. Sendo assim, é imperativa a realização de imagens radiográficas de qualidade.

A pelve, grosseiramente, forma uma caixa retangular, composta pelos ossos do quadril, sacro e primeira vértebra da cauda. Como as fraturas nessa região em geral decorrem de traumas de alta energia, principalmente ocasionados por acidentes com veículos automobilísticos, deve ser realizada uma cuidadosa avaliação clínica de estruturas que se localizam próximas à pelve, principalmente alças intestinais, bexiga e uretra.

Com a estabilização do paciente e feito o diagnóstico correto dos tipos de fraturas presentes é possível decidir o melhor tratamento, que pode ser cirúrgico ou não. Dentro do grupo não cirúrgico estão os pacientes com pouco ou nenhum deslocamento dos fragmentos fraturados. Isso porque a musculatura pélvica proporciona imobilização dos segmentos ósseos de maneira eficaz para que ocorra a consolidação óssea.

O reparo cirúrgico está indicado quando as fraturas podem impactar adversamente as funções anatômicas e fisiológicas do paciente em longo prazo. Essas, quando não corrigidas, levam a doenças articulares degenerativas da articulação coxofemoral, que cursam com claudicação, dores crônicas e em alguns casos à impotência funcional do membro afetado.

Quando múltiplas fraturas nos ossos que compõem a pelve estão presentes, pode ocorrer o estreitamento do canal pélvico, que além de causar traumas agudos às estruturas adjacentes, levam a complicações de longo prazo, como distocias em fêmeas, constipações e obstipações, que em casos mais severos podem requerer o uso de laxantes e a realização de enemas.

Após a estabilização do paciente o tratamento cirúrgico deve ser realizado assim que possível, preferencialmente dentro de 4 a 5 dias. Isto porque após 10 a 14 dias, as contraturas musculares e a reação inflamatória dos tecidos moles aumentam em muito a dificuldade para o cirurgião reduzir e fixar os fragmentos ósseos. Com isso, a intervenção cirúrgica pode trazer mais prejuízo do que benefícios ao paciente. Nesses casos o tratamento conservativo está indicado.

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Caso seja indicado o tratamento cirúrgico, não se preocupe! Dispomos de implantes para o tratamento das mais diversas afecções ortopédicas que seu pet possa apresentar, além de anestesia inalatória, e salas cirúrgica e de internação com equipamentos modernos e sofisticados. Tudo para que a necessidade do seu pet seja atendida com máxima segurança e o melhor protocolo para controle de dor, tanto durante o procedimento quanto no pós-operatório.